Por Vanessa Sene Cardoso
Você deixaria seu
filho sozinho numa cidade grande?
O mundo digital é uma realidade nos dias
de hoje. E muitas crianças (e adolescentes), SIM, caminham sozinhas – sem a
supervisão dos pais ou de um adulto responsável – pelas redes sociais. Aliás,
muitas delas têm o perfil criado por alguém da própria família e sem ter a
idade mínima para isso.
Por que expor imagens da criança na
internet?
“Ah! Todo mundo publica fotos e vídeos de filhos,
netos, sobrinhos. É algo normal nos dias de hoje.”
“É tão fofinho, engraçadinho! As pessoas gostam de
ver. Melhor do que o conteúdo ruim e maldoso que circula na internet.”
“Pensando bem, dependendo do conteúdo, é possível
até mesmo obter retorno financeiro, um trabalho como outro qualquer. Afinal,
influenciador digital é uma profissão dos dias de hoje.”
Mesmo não fazendo isso com má intenção,
vale o ALERTA: Prestem atenção! Eu os envio como ovelhas no meio de lobos.
Portanto, sejam prudentes como as serpentes ... (Mateus 10.16 – NVI).
Por que deixar a criança ter perfil em
rede social?
“Que pergunta mais sem sentido! Faz parte da
realidade atual. Não dá para deixar a criança presa em uma bolha, né?”
“Na verdade, o perfil é do meu filho, mas ele nem
acessa. Eu sou o moderador.” (Ué? Pra quê, então?)
Há outras formas de manter a criança
conectada de maneira segura e saudável. Cada coisa a seu tempo.
Alguém vai dizer: “Eu posso fazer
tudo o que quero.” Pode, sim, mas nem tudo é bom para você. Eu poderia dizer:
“Posso fazer qualquer coisa.” Mas não vou deixar que nada me escravize (1
Coríntios 6.12 – NTLH).
A exposição da criança a conteúdos
impróprios, e a exposição da criança para o público impróprio podem trazer
muitos danos psicológicos para ela. Os criminosos, abusadores estão por toda
parte. A gente sabe disso, mas, às vezes, parece longe da nossa realidade até que…
Por isso, nós, como adultos e
responsáveis, temos que VIGIAR. Estejam alertas e vigiem. O Diabo, o
adversário de vocês, ronda como um leão, rugindo e procurando a quem devorar (1
Pedro 5.8 – NVI).
É essencial que as crianças (e
adolescentes) sejam fortalecidas em sua identidade como filhas de Deus;
instruídas na verdade; supridas de segurança e amor dentro da família, pois,
estando nutridas de afeto e cuidado, terão condições de, em seu crescimento,
aprender a discernir as influências externas.
Lembrando: lugar de criança é à vista
dos pais ou responsáveis. Precisamos estar atentos quanto ao uso da internet,
em especial das redes sociais. Que conteúdo nossas crianças estão consumindo?
Elas estão em exposição? Qual o nível de exposição a que estão sendo submetidas?
O assunto é sério.
“Aqueles que não
cuidam dos seus, especialmente dos de sua própria família, negaram a fé e são
piores que os descrentes.” (1 Timóteo
5.8 – NVT).