terça-feira, 25 de julho de 2023

O ofício de escrever

 


Por Vanessa Sene Cardoso

Hoje é o dia do escritor. Pensei em redigir um artigo para marcar a data refletindo um pouco sobre a importância da escrita, mas logo mudei de ideia. Sabe por quê? Porque as palavras servem para dar vida e expressar pensamentos, conceitos, conhecimento, arte... Como escolhi o ofício de contar história, por meio da escrita, decidi compartilhar a minha, de como ingressei nesse ofício.

O meu amor pela leitura e pela escrita vem da infância. Sempre recebi muito incentivo do meu pai, que também gosta muito de ler e, quando jovem, se arriscou nas letras, especialmente, na poesia. Quando cheguei à adolescência, escolhi o curso de jornalismo. Já na vida adulta passei a sentir um desejo grande de me tornar escritora, mas enfrentei um dilema: escrever sobre o quê. Pensei em várias possibilidades: literatura infantil, reflexões sobre a vida cristã, conteúdo específico sobre a área de comunicação. Tudo isso é muito legal e já escrevi sobre esses assuntos. No entanto, eram temas para artigos, reflexões, textos curtos. Queria escrever livros. Falei da minha ansiedade e dúvidas para Deus, e pedi que ele me orientasse nessa questão. Descansei crendo que, no momento certo, receberia a direção.

Em fevereiro de 2009, recebi o convite para escrever a biografia do Pr. Messias Anacleto Rosa. Foi um desafio e tanto! A partir de então, descobri que gosto de contar histórias. Em 2015, criei meu blog Limoeiro, onde escrevo sobre vários assuntos. Em 2018, lancei meu selo Limoeiro Produções Literárias, com a finalidade de produzir livros. Tenho três publicações, e estou com dois projetos em andamento. Ser escritora é algo que traz muita alegria ao meu coração!

Para todos que exercem esse ofício, desejo um feliz dia do escritor!



 

 

sexta-feira, 30 de junho de 2023

Cheguei aos 20 anos!

Por Vanessa Sene Cardoso

*A foto é de 2011. Eu a escolhi porque expressa o meu sentimento neste dia😃

Hoje, dia 30 de junho, é uma data muito importante para mim. Estou completando duas décadas de trabalho na área de comunicação da 1ª Igreja Presbiteriana Independente de Londrina. @primeiraipilondrina

Tenho muitas histórias para contar, mas isso vai ficar para uma próxima oportunidade. Escolhi celebrar a data apresentando 20 motivos de gratidão pelo privilégio de servir a Deus e à minha igreja por meio da minha profissão.

✔️Sou grata pelo convite para trabalhar na igreja, em 2003.
✔️Sou grata por tantas oportunidades de aprendizado.
✔️Sou grata por poder participar de tantos eventos.
✔️Sou grata pelos desafios que me fizeram crescer.
✔️Sou grata pelas confraternizações de fim de ano.
✔️Sou grata por compartilhar tristezas e alegrias.
✔️Sou grata pelo desenvolvimento profissional.
✔️Sou grata pelos momentos de comunhão.
✔️Sou grata pelos irmãos que conheci aqui.
✔️Sou grata pelo cuidado que recebo aqui.
✔️Sou grata pelo ambiente acolhedor.
✔️Sou grata pela irmandade reunida.
✔️Sou grata pelos erros e acertos.
✔️Sou grata pelas tarefas diárias.
✔️Sou grata pelos meus líderes.
✔️Sou grata pelas amizades.
✔️Sou grata pelo pastoreio.
✔️Sou grata pela provisão.
✔️Sou grata pelo amor.
✔️Deus é bom.

Obrigada, Pai! ❤️


 

quinta-feira, 25 de maio de 2023

Ideal x real

 
Por Vanessa Sene Cardoso

Meu sonho é ter o emprego ideal, o casamento ideal, a família ideal, e por aí vai. Qual ideal você busca? Ou melhor, como define ideal? Estamos sempre à procura dele. E, muitas vezes, ficamos à espera da condição ideal em algumas áreas de nossa vida e, sem perceber, permanecemos paralisados.

O dicionário Priberam define ideal como “aquilo que só existe na ideia ou imaginação; que reúne toda a perfeição imaginável”. Em suma: é algo impossível. Então, por que persistimos nessa busca?

O ideal é algo que já vem pronto, acabado; não precisa ser construído, não requer esforço, renúncia, batalha; talvez essa seja a razão de vivermos na expectativa de atingir esse estágio.

Quer ver um exemplo? “E foram felizes para sempre”, essa é a mensagem final de muitos filmes e livros românticos. E há quem entre em um relacionamento com essa expectativa, até cair na rotina e ver seu castelo ruir. Talvez esse seja o ponto de partida para uma condição real e verdadeira no relacionamento. E aí, sim, com a perspectiva renovada, podemos constatar que, apesar das imperfeições, é possível ser feliz para sempre, vivendo no mundo real.

Isso se aplica a todas as áreas da nossa vida. Muitas vezes, somos tão exigentes que não conseguimos sair do lugar, ou sofremos quando não alcançamos o status que consideramos ideal. Não se deixe paralisar! O fato de nunca atingirmos a perfeição nos permite avançar sempre, e não acomodar. Viu só? Estamos todos no mesmo barco!

Quando vivemos no mundo real, descobrimos que ele é o ideal, porque, apesar das imperfeições, a realidade existe. 

sexta-feira, 28 de abril de 2023

Naftalina

 
Por Vanessa Sene Cardoso

Você já ouviu falar em Naftalina? É um repelente usado normalmente em armários e guarda-roupas para afastar traças e outros insetos, protegendo roupas, livros e demais objetos. Era bastante utilizada antigamente. Conheço muitas pessoas que não gostam do cheiro, que realmente é forte. Há quem associe com odor de barata. Em mim, o aroma dessa pastilha branca desperta boas lembranças da infância. É que minha tia usava Naftalina nos armários e a casa dela era muito limpa e cheirosa. Gostava e ainda gosto muito de ir lá. Acabei associando o cheirinho característico com a sensação de aconchego. Ah! A palavra naftalina também é usada para simbolizar coisa velha, antiga.

Neste artigo quero refletir sobre a chamada memória afetiva. Os nossos sentidos – tato, olfato, visão, audição, paladar – são ferramentas que nos ajudam a preservar nossa história, nossa identidade, nossas referências de vida. Tornam vivas as recordações e a conexão com o passado.

O sabor de determinado alimento; o perfume das flores e plantas; o barulho da chuva; a textura de uma roupa; a cor do fim de tarde e outras sensações dizem algo para nós ou sobre nós. De que forma os sentidos conectam você com a sua história? É claro que nem sempre as lembranças são agradáveis, mas elas existem e deixam sua impressão em nossa realidade. Podemos ser instrumentos para criar as memórias afetivas para aqueles que nos cercam. Deus nos deu capacidade criativa. Já pensou nisso? Essa também é uma forma de comunicação.

Quando a gente já viveu algumas décadas é impossível não sentir “o cheiro de Naftalina”, afinal, temos uma história e somos o produto dela. No entanto, não é saudável alimentar nosso reservatório emocional apenas com lembranças e saudosismo, pois o único tempo que existe é o presente. As recordações podem ser um excelente fator de estímulo, depende de como lidamos com elas.

Quero trazer à memória o que me pode dar esperança (Lamentações 3.21).


Registrando memórias

 Ao escrever um texto ou contar uma história podemos usar recursos da linguagem para despertar as sensações e a memória afetiva. Ao descrever uma cena, os detalhes fazem a diferença para dar vida ao fato. São eles que ajudam na construção da imagem mental. Há muita riqueza no nosso vocabulário. Lembro-me do livro O cortiço, de Aluísio de Azevedo, cujo estilo de escrita me fazia sentir o cheiro do ambiente onde se passava a história.

Defendo a ideia de arquivar nossas memórias. Podemos fazer isso por meio de objetos, fotografias, diários, vídeos, ou qualquer outra forma. Isso diz muito a nosso respeito, sobre nossa origem, cultura, família. É uma herança que deixaremos para as próximas gerações.

Gosto de contar histórias e trabalho com isso. Quer registrar a sua história ou de alguém da sua família? Entre em contato. Vamos conversar sobre o seu projeto.



 

quarta-feira, 15 de março de 2023

Ouvir é essencial


Por 
Vanessa Sene Cardoso

“Temos dois ouvidos e uma boca”, esse é um dito popular muito conhecido e que ressalta a importância de ouvir mais e falar menos. O discernimento vai nos ajudar a equilibrar o diálogo de acordo com a circunstância.

Hoje vivemos na era da instantaneidade. A comunicação é imediata. Não podemos perder tempo. E nessa roda viva, ouvir acaba não sendo prioridade. Falta paciência! Você escuta o seu cliente? Quem sabe uma conversa mais prolongada pode ser o diferencial no seu serviço.

No ofício de escritora, ouvir é fundamental. As perguntas são apenas chaves que usamos para abrir as portas e ter acesso ao conteúdo, matéria-prima para a história que vamos registrar. Falar fica em segundo plano.

Tenho aprendido muito ao longo desses anos ouvindo e reproduzindo histórias de pessoas, e também histórias reais e fictícias que servem de inspiração e referência para a produção de crônicas e outros textos.

Escrevi três biografias e muitas reportagens, crônicas e, em todas elas, exercitei a “escuta”, primeiramente ao vivo, durante as entrevistas; num segundo momento ouvindo as gravações. Quanto mais ouvimos, mais intimidade conquistamos com o conteúdo a ser transformado em palavras escritas. Quanto mais ouvimos, mais captamos as entrelinhas, a respiração, as pausas, a emoção, a mensagem não verbal. Isso faz toda a diferença na construção do texto.

O escritor assume o papel do personagem e isso dá vida à história. Certa vez, recebi o seguinte comentário de um leitor sobre uma das biografias que escrevi: “em alguns trechos até imaginei que você estivesse transcrevendo palavras dele mesmo”. Fiquei muito feliz com essa mensagem, pois penso que alcancei o objetivo de transmitir vida por meio das palavras.

Independentemente da nossa profissão, do nosso trabalho, ouvir é essencial nas relações humanas. Vale o conselho: Estejam todos prontos para ouvir, mas não se apressem em falar (Tiago 1.19a – NVT).


quinta-feira, 16 de fevereiro de 2023

Quando a exceção é a regra


Por Vanessa Sene Cardoso

“Vivemos num mundo de exceções”. Você já ouviu essa afirmação? Vamos iniciar este texto abordando a necessidade das regras. Elas existem para organizar as instituições, para resguardar direitos e deveres, para o bom convívio em sociedade, para moderar as relações humanas. São apenas algumas finalidades, mas já servem para dar corpo à nossa reflexão.

O código de trânsito é um exemplo. Se não existisse, com certeza, haveria mais acidentes do que já existem hoje. E eles normalmente acontecem quando alguma regra é infringida. Mas há quem compre a exceção por meio de atos de corrupção, buscando se livrar da punição, oferecendo algo aos agentes fiscalizadores.

Assim como temos o direito de nos reunir, ouvir música, realizar eventos; temos o dever de respeitar o repouso do nosso vizinho. Em condomínios, por exemplo, depois das 22h não se pode fazer barulho. Mas se está tão divertido, porque não podemos estender a festança?! Para quem não tem consciência sobre o direito do outro, vale advertência e multa. Como dizem: é só mexer no bolso, que essa linguagem todo mundo entende.

Por que queremos fazer parte da exceção? Você já pensou nisso? Simples! Sejamos honestos: porque pensamos mais em nós mesmos do que nos outros. A gente tem muitos argumentos para justificar o desejo de ser exceção. É difícil admitir que não queremos viver sob o limite das regras. As exceções existem sim, há casos e casos. O problema é quando fazemos dela a regra.

Não façam nada por interesse pessoal ou vaidade, mas por humildade, cada um considerando os outros superiores a si mesmo, não tendo em vista somente os seus próprios interesses, mas também os dos outros (Filipenses 2.3-4). Essa orientação do apóstolo Paulo aponta para o nosso modelo de conduta: JESUS.


 

sábado, 28 de janeiro de 2023

Orvalho


Por 
Vanessa Sene Cardoso

Ao ler a palavra orvalho que sensação desperta em você? Para mim simboliza frescor. No dicionário Priberam, as definições são: “Conjunto de gotas de umidade que, por condensação, se depositam durante a noite em qualquer superfície plana; gotas miúdas e espaçadas de chuva; bálsamo, consolação, influxo benéfico”.

Estamos no início de 2023, temos mais de trezentos dias pela frente em que viveremos nossa história. O que você espera? Teremos dias de alegria e de adversidade. Isso é fato. Mas como enfrentaremos cada momento? A nossa atitude e o nosso posicionamento é que farão diferença. A presença de Jesus é como o orvalho, nos ajuda a ter serenidade e paz em todas as circunstâncias. Esse é o segredo.

Não é fácil, porém é possível viver com leveza e suavidade. Que o meu ensino seja como a chuva que cai mansamente sobre a terra; que as minhas palavras sejam como o orvalho que se espalha sobre as plantas (Deuteronômio 32.2 – NTLH). #ficaadica

Que neste novo ano você experimente o orvalho da presença de Deus.