quinta-feira, 31 de agosto de 2023

O tempo que existe é hoje

 


Por Vanessa Sene Cardoso

Você saberia enumerar quantas vezes já ouviu ou leu o título deste artigo? Tenho certeza que em algum momento já se deparou com essa afirmação. Complementando a reflexão: não podemos alterar o passado e o futuro ainda não chegou. Apesar de ser um tema recorrente, não se esgota. Sempre podemos tirar novas lições.

Vivemos o tempo da instantaneidade. Informações chegam a toda hora. A comunicação acontece em tempo real, independentemente da distância geográfica. Fast food. Transações financeiras imediatas. Esses são apenas alguns exemplos. Quanto mais rápido, menos paciência temos para esperar, mais somos dominados pela ansiedade. Enfim, onde isso vai parar?! E mais, será que temos vivido hoje?

Se por um lado, a agilidade traz benefícios para a nossa vida e para o dia a dia; por outro lado, temos, muitas vezes, dificuldade em lidar com a espera. O tempo que existe é hoje: pare um pouco! Faça uma pausa e esteja presente no presente, sem se preocupar em demasia com o que virá. No Sermão do Monte, Jesus nos deixou um ensino eficaz e atemporal:

“Portanto, não se preocupem, dizendo: ‘O que vamos comer? O que vamos beber? O que vamos vestir?’... seu Pai celestial já sabe do que vocês precisam. Busquem, em primeiro lugar, o reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas lhes serão dadas. “Portanto, não se preocupem com o amanhã, pois o amanhã trará suas próprias inquietações. Bastam para hoje os problemas deste dia.” (Mateus 6.31-34 – NVT)

A prudência e o planejamento, e o descanso na bondade, fidelidade e cuidado de Deus são complementares. O grande desafio é não nos deixarmos abalar por escolhas e situações não tão acertadas do passado , nem pela preocupação excessiva com o que está por vir. Esse equilíbrio podemos encontrar em um relacionamento de entrega com o Pai celestial. Experimente isso hoje!


 

terça-feira, 25 de julho de 2023

O ofício de escrever

 


Por Vanessa Sene Cardoso

Hoje é o dia do escritor. Pensei em redigir um artigo para marcar a data refletindo um pouco sobre a importância da escrita, mas logo mudei de ideia. Sabe por quê? Porque as palavras servem para dar vida e expressar pensamentos, conceitos, conhecimento, arte... Como escolhi o ofício de contar história, por meio da escrita, decidi compartilhar a minha, de como ingressei nesse ofício.

O meu amor pela leitura e pela escrita vem da infância. Sempre recebi muito incentivo do meu pai, que também gosta muito de ler e, quando jovem, se arriscou nas letras, especialmente, na poesia. Quando cheguei à adolescência, escolhi o curso de jornalismo. Já na vida adulta passei a sentir um desejo grande de me tornar escritora, mas enfrentei um dilema: escrever sobre o quê. Pensei em várias possibilidades: literatura infantil, reflexões sobre a vida cristã, conteúdo específico sobre a área de comunicação. Tudo isso é muito legal e já escrevi sobre esses assuntos. No entanto, eram temas para artigos, reflexões, textos curtos. Queria escrever livros. Falei da minha ansiedade e dúvidas para Deus, e pedi que ele me orientasse nessa questão. Descansei crendo que, no momento certo, receberia a direção.

Em fevereiro de 2009, recebi o convite para escrever a biografia do Pr. Messias Anacleto Rosa. Foi um desafio e tanto! A partir de então, descobri que gosto de contar histórias. Em 2015, criei meu blog Limoeiro, onde escrevo sobre vários assuntos. Em 2018, lancei meu selo Limoeiro Produções Literárias, com a finalidade de produzir livros. Tenho três publicações, e estou com dois projetos em andamento. Ser escritora é algo que traz muita alegria ao meu coração!

Para todos que exercem esse ofício, desejo um feliz dia do escritor!



 

 

sexta-feira, 30 de junho de 2023

Cheguei aos 20 anos!

Por Vanessa Sene Cardoso

*A foto é de 2011. Eu a escolhi porque expressa o meu sentimento neste dia😃

Hoje, dia 30 de junho, é uma data muito importante para mim. Estou completando duas décadas de trabalho na área de comunicação da 1ª Igreja Presbiteriana Independente de Londrina. @primeiraipilondrina

Tenho muitas histórias para contar, mas isso vai ficar para uma próxima oportunidade. Escolhi celebrar a data apresentando 20 motivos de gratidão pelo privilégio de servir a Deus e à minha igreja por meio da minha profissão.

✔️Sou grata pelo convite para trabalhar na igreja, em 2003.
✔️Sou grata por tantas oportunidades de aprendizado.
✔️Sou grata por poder participar de tantos eventos.
✔️Sou grata pelos desafios que me fizeram crescer.
✔️Sou grata pelas confraternizações de fim de ano.
✔️Sou grata por compartilhar tristezas e alegrias.
✔️Sou grata pelo desenvolvimento profissional.
✔️Sou grata pelos momentos de comunhão.
✔️Sou grata pelos irmãos que conheci aqui.
✔️Sou grata pelo cuidado que recebo aqui.
✔️Sou grata pelo ambiente acolhedor.
✔️Sou grata pela irmandade reunida.
✔️Sou grata pelos erros e acertos.
✔️Sou grata pelas tarefas diárias.
✔️Sou grata pelos meus líderes.
✔️Sou grata pelas amizades.
✔️Sou grata pelo pastoreio.
✔️Sou grata pela provisão.
✔️Sou grata pelo amor.
✔️Deus é bom.

Obrigada, Pai! ❤️


 

quinta-feira, 25 de maio de 2023

Ideal x real

 
Por Vanessa Sene Cardoso

Meu sonho é ter o emprego ideal, o casamento ideal, a família ideal, e por aí vai. Qual ideal você busca? Ou melhor, como define ideal? Estamos sempre à procura dele. E, muitas vezes, ficamos à espera da condição ideal em algumas áreas de nossa vida e, sem perceber, permanecemos paralisados.

O dicionário Priberam define ideal como “aquilo que só existe na ideia ou imaginação; que reúne toda a perfeição imaginável”. Em suma: é algo impossível. Então, por que persistimos nessa busca?

O ideal é algo que já vem pronto, acabado; não precisa ser construído, não requer esforço, renúncia, batalha; talvez essa seja a razão de vivermos na expectativa de atingir esse estágio.

Quer ver um exemplo? “E foram felizes para sempre”, essa é a mensagem final de muitos filmes e livros românticos. E há quem entre em um relacionamento com essa expectativa, até cair na rotina e ver seu castelo ruir. Talvez esse seja o ponto de partida para uma condição real e verdadeira no relacionamento. E aí, sim, com a perspectiva renovada, podemos constatar que, apesar das imperfeições, é possível ser feliz para sempre, vivendo no mundo real.

Isso se aplica a todas as áreas da nossa vida. Muitas vezes, somos tão exigentes que não conseguimos sair do lugar, ou sofremos quando não alcançamos o status que consideramos ideal. Não se deixe paralisar! O fato de nunca atingirmos a perfeição nos permite avançar sempre, e não acomodar. Viu só? Estamos todos no mesmo barco!

Quando vivemos no mundo real, descobrimos que ele é o ideal, porque, apesar das imperfeições, a realidade existe. 

sexta-feira, 28 de abril de 2023

Naftalina

 
Por Vanessa Sene Cardoso

Você já ouviu falar em Naftalina? É um repelente usado normalmente em armários e guarda-roupas para afastar traças e outros insetos, protegendo roupas, livros e demais objetos. Era bastante utilizada antigamente. Conheço muitas pessoas que não gostam do cheiro, que realmente é forte. Há quem associe com odor de barata. Em mim, o aroma dessa pastilha branca desperta boas lembranças da infância. É que minha tia usava Naftalina nos armários e a casa dela era muito limpa e cheirosa. Gostava e ainda gosto muito de ir lá. Acabei associando o cheirinho característico com a sensação de aconchego. Ah! A palavra naftalina também é usada para simbolizar coisa velha, antiga.

Neste artigo quero refletir sobre a chamada memória afetiva. Os nossos sentidos – tato, olfato, visão, audição, paladar – são ferramentas que nos ajudam a preservar nossa história, nossa identidade, nossas referências de vida. Tornam vivas as recordações e a conexão com o passado.

O sabor de determinado alimento; o perfume das flores e plantas; o barulho da chuva; a textura de uma roupa; a cor do fim de tarde e outras sensações dizem algo para nós ou sobre nós. De que forma os sentidos conectam você com a sua história? É claro que nem sempre as lembranças são agradáveis, mas elas existem e deixam sua impressão em nossa realidade. Podemos ser instrumentos para criar as memórias afetivas para aqueles que nos cercam. Deus nos deu capacidade criativa. Já pensou nisso? Essa também é uma forma de comunicação.

Quando a gente já viveu algumas décadas é impossível não sentir “o cheiro de Naftalina”, afinal, temos uma história e somos o produto dela. No entanto, não é saudável alimentar nosso reservatório emocional apenas com lembranças e saudosismo, pois o único tempo que existe é o presente. As recordações podem ser um excelente fator de estímulo, depende de como lidamos com elas.

Quero trazer à memória o que me pode dar esperança (Lamentações 3.21).


Registrando memórias

 Ao escrever um texto ou contar uma história podemos usar recursos da linguagem para despertar as sensações e a memória afetiva. Ao descrever uma cena, os detalhes fazem a diferença para dar vida ao fato. São eles que ajudam na construção da imagem mental. Há muita riqueza no nosso vocabulário. Lembro-me do livro O cortiço, de Aluísio de Azevedo, cujo estilo de escrita me fazia sentir o cheiro do ambiente onde se passava a história.

Defendo a ideia de arquivar nossas memórias. Podemos fazer isso por meio de objetos, fotografias, diários, vídeos, ou qualquer outra forma. Isso diz muito a nosso respeito, sobre nossa origem, cultura, família. É uma herança que deixaremos para as próximas gerações.

Gosto de contar histórias e trabalho com isso. Quer registrar a sua história ou de alguém da sua família? Entre em contato. Vamos conversar sobre o seu projeto.



 

quarta-feira, 15 de março de 2023

Ouvir é essencial


Por 
Vanessa Sene Cardoso

“Temos dois ouvidos e uma boca”, esse é um dito popular muito conhecido e que ressalta a importância de ouvir mais e falar menos. O discernimento vai nos ajudar a equilibrar o diálogo de acordo com a circunstância.

Hoje vivemos na era da instantaneidade. A comunicação é imediata. Não podemos perder tempo. E nessa roda viva, ouvir acaba não sendo prioridade. Falta paciência! Você escuta o seu cliente? Quem sabe uma conversa mais prolongada pode ser o diferencial no seu serviço.

No ofício de escritora, ouvir é fundamental. As perguntas são apenas chaves que usamos para abrir as portas e ter acesso ao conteúdo, matéria-prima para a história que vamos registrar. Falar fica em segundo plano.

Tenho aprendido muito ao longo desses anos ouvindo e reproduzindo histórias de pessoas, e também histórias reais e fictícias que servem de inspiração e referência para a produção de crônicas e outros textos.

Escrevi três biografias e muitas reportagens, crônicas e, em todas elas, exercitei a “escuta”, primeiramente ao vivo, durante as entrevistas; num segundo momento ouvindo as gravações. Quanto mais ouvimos, mais intimidade conquistamos com o conteúdo a ser transformado em palavras escritas. Quanto mais ouvimos, mais captamos as entrelinhas, a respiração, as pausas, a emoção, a mensagem não verbal. Isso faz toda a diferença na construção do texto.

O escritor assume o papel do personagem e isso dá vida à história. Certa vez, recebi o seguinte comentário de um leitor sobre uma das biografias que escrevi: “em alguns trechos até imaginei que você estivesse transcrevendo palavras dele mesmo”. Fiquei muito feliz com essa mensagem, pois penso que alcancei o objetivo de transmitir vida por meio das palavras.

Independentemente da nossa profissão, do nosso trabalho, ouvir é essencial nas relações humanas. Vale o conselho: Estejam todos prontos para ouvir, mas não se apressem em falar (Tiago 1.19a – NVT).


quinta-feira, 16 de fevereiro de 2023

Quando a exceção é a regra


Por Vanessa Sene Cardoso

“Vivemos num mundo de exceções”. Você já ouviu essa afirmação? Vamos iniciar este texto abordando a necessidade das regras. Elas existem para organizar as instituições, para resguardar direitos e deveres, para o bom convívio em sociedade, para moderar as relações humanas. São apenas algumas finalidades, mas já servem para dar corpo à nossa reflexão.

O código de trânsito é um exemplo. Se não existisse, com certeza, haveria mais acidentes do que já existem hoje. E eles normalmente acontecem quando alguma regra é infringida. Mas há quem compre a exceção por meio de atos de corrupção, buscando se livrar da punição, oferecendo algo aos agentes fiscalizadores.

Assim como temos o direito de nos reunir, ouvir música, realizar eventos; temos o dever de respeitar o repouso do nosso vizinho. Em condomínios, por exemplo, depois das 22h não se pode fazer barulho. Mas se está tão divertido, porque não podemos estender a festança?! Para quem não tem consciência sobre o direito do outro, vale advertência e multa. Como dizem: é só mexer no bolso, que essa linguagem todo mundo entende.

Por que queremos fazer parte da exceção? Você já pensou nisso? Simples! Sejamos honestos: porque pensamos mais em nós mesmos do que nos outros. A gente tem muitos argumentos para justificar o desejo de ser exceção. É difícil admitir que não queremos viver sob o limite das regras. As exceções existem sim, há casos e casos. O problema é quando fazemos dela a regra.

Não façam nada por interesse pessoal ou vaidade, mas por humildade, cada um considerando os outros superiores a si mesmo, não tendo em vista somente os seus próprios interesses, mas também os dos outros (Filipenses 2.3-4). Essa orientação do apóstolo Paulo aponta para o nosso modelo de conduta: JESUS.