sábado, 2 de julho de 2016

Falando comigo




Por Vanessa Sene Cardoso

“Relacionamento não é fácil ainda mais quando envolve outra pessoa”. Soltei essa frase numa conversa descontraída com uma amiga certa vez. Rimos muito!! A princípio era uma frase sem sentido, uma brincadeira, afinal até soa meio redundante. Mas confesso que depois fiquei refletindo no que isso significa. E não é que encontrei um sentido!

A pessoa mais próxima de nós, somos nós mesmos. Não posso ir a lugar nenhum sem a minha companhia. Estou comigo em todos os momentos: alegres, tristes... Você já parou para conversar e, principalmente, para ouvir a si mesmo? Parece estranho, mas não é. Há pessoas que não conseguem ficar sozinhas. Quando se encontram sós não têm assunto com a pessoa mais próxima: ela mesma. Entram em pânico com medo da solidão. O fato de não nos conhecermos, ou não termos um bom relacionamento com nós mesmos, muitas vezes, reflete no relacionamento com os outros.

Pai, Filho e Espírito Santo são uma pessoa e se relacionam entre si. É um mistério! Em Gênesis 1.26 lemos: “Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança”. Vamos seguir o exemplo de nosso Pai! Jesus também nos deixou dois mandamentos: “Ame o Senhor, seu Deus, com todo o coração, com toda a alma e com toda a mente. Este é o maior mandamento e o mais importante. E o segundo mais importante é parecido com o primeiro: ame os outros como você ama a você mesmo” (Mateus 22.37-39). Sempre destacamos o amor a Deus e ao próximo e nos esquecemos de amar a nós mesmos. Não se trata de egocentrismo e, sim, de estar contente e confortável em ser quem você é: filho de Deus.

O Espírito Santo nos ensina todas as coisas, ele pode nos ensinar a ter momentos de solitude e nos relacionarmos conosco de forma saudável. É bom que fique claro que não estou falando de individualismo, isolamento nem de solidão. Quando nos damos bem com nós mesmos temos relacionamentos melhores com os outros.


domingo, 24 de abril de 2016

Quem somos



Por Vanessa Sene Cardoso

O ser humano é uma das obras mais fantásticas da criação. Basta observar a harmonia que existe na sua constituição fisiológica, órgãos, membros, tudo funciona perfeitamente, como uma engrenagem. E o que dizer do cérebro, do intelecto, da capacidade de criação, de compreensão, motricidade, de sentir, interagir, interferir e influenciar o meio?! Destaque também para a capacidade de relacionamento. Mas apesar de tudo isso, não passa de um simples ser humano limitado. Não tem poder para controlar - embora alimente essa ilusão - principalmente o tempo: passado, presente e futuro; nem as circunstâncias. Ah! Mas ele pensa que pode!

O ser humano com toda sua capacidade e competência, não consegue acrescentar um dia ao curso de sua vida, não sabe quantos fios de cabelo há na sua cabeça. Parece simples, não é? Para quem já chegou aonde chegou: na lua, descoberta do código genético, clonagem de animais, avanços tecnológicos em diversas áreas, etc. Apesar de tudo, permanece um “incômodo inconformismo”. É que o brilhante ser humano quer ocupar um lugar que não é dele, e sim, de Deus. Afinal, com todo esse currículo, ele bem que parece, mas não é.

Quando assimilamos isso, eliminamos um fardo das nossas costas. Podemos usufruir de todo o talento, capacidade, habilidade, sem necessidade de estar no controle, afinal, o Autor e Criador sabe, melhor do que ninguém, cuidar da sua criação.

Parecemos tanto com o nosso Criador que nos confundimos com ele. Imagine a seguinte cena: quando olhamos para a tampa de metal de uma lata de achocolatado em pó vemos o nosso rosto, mas não nitidamente, certo? Mas sabemos que se trata do reflexo de nossa imagem um tanto distorcida. Deus nos criou (a raça humana) à sua imagem e semelhança (Gênesis 1.27), mas à medida que o ser humano se afastou dele, perdeu o referencial, e sua imagem perdeu a nitidez. Longe de Deus não sabemos quem somos, ou melhor, não somos. Sem Deus estamos mortos espiritualmente (Efésios 2.1-10). Basta olharmos ao nosso redor - ou para nós mesmos - e perceber quanta gente em crise existencial, crise de identidade. Muitos buscam respostas na religião, nos vícios, na idolatria, nas boas obras, nos relacionamentos e até mesmo em servir a Deus... Queremos algo ou alguém que supra esse vazio existencial, alguém que seja alvo da nossa entrega, fé e devoção. O fato é que nos tornamos semelhantes ao objeto da nossa adoração.

Voltando um pouco ao Jardim do Éden (Gênesis 3), quando o homem não acreditou que era perfeito, completo e tinha tudo que precisava, deixou-se enganar pela serpente e comeu do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal. Naquele momento ele morreu espiritualmente, foi separado de Deus. O pecado distorceu, não só sua imagem, mas desfigurou sua alma e o seu corpo.

Como recuperar quem sou, minha essência original? Nascendo de novo, essa foi a resposta de Jesus (João 3.1-8). Quando recebemos a vida gerada pelo Espírito Santo, nos tornamos filhos de Deus e voltamos a ser quem ele planejou que fôssemos. Recebemos o seu DNA. A partir daí começa uma jornada de crescimento. À medida que nos tornamos mais íntimos do Pai, experimentamos o amadurecimento, ao mesmo tempo, a maturidade nos permite usufruir de um relacionamento mais profundo com Deus. Nesse relacionamento vamos conhecendo melhor o nosso Pai, passamos a nos enxergar com mais nitidez, nos sentimos mais confortáveis em ser quem somos, e descobrimos a razão e o propósito da nossa existência.

É isso que você está buscando? Jesus fez tudo por você. Receba a vida dele!

Portanto, todos nós, com o rosto descoberto, refletimos a glória que vem do Senhor. Essa glória vai ficando cada vez mais brilhante e vai nos tornando cada vez mais parecidos com o Senhor, que é o Espírito (2 Coríntios 3.18 – NTLH).

terça-feira, 5 de abril de 2016

Você sabe o que quer?




Por Vanessa Sene Cardoso

“Ele é cheio de querer”. Essa expressão lhe é familiar? Se puxarmos pela memória vamos perceber que, desde a infância, somos cheios de “querer”. A criança, normalmente, quer a atenção da mãe. Na adolescência é normal querer fazer parte da turma. Na fase adulta o nosso querer, em algum momento, vai ficando mais subjetivo. A nossa motivação para querer algo pode ser necessidade, carência ou, simplesmente, o desejo natural do ser humano por uma conquista na área material, intelectual, emocional, afetiva, espiritual... Enfim, querer faz parte da vida.

“Que queres que eu te faça?” Essa pergunta feita por Jesus ao cego de Jericó me deixava intrigada. Incentivo você a ler o texto completo em Marcos 10.46-52. Vamos à história! Quando Jesus saía da cidade, juntamente com seus discípulos e uma grande multidão, encontrou pelo caminho, Bartimeu, que era cego de nascença. Ele já tinha ouvido falar de Jesus e seus milagres. Quando percebeu quem estava cruzando o seu caminho, não hesitou:

                ─── Jesus, Filho de Davi, tem compaixão de mim!

Mesmo sendo repreendido pelas pessoas, insistiu:

                ─── Jesus, Filho de Davi, tem misericórdia de mim!

Jesus ouviu Bartimeu, parou e mandou chamá-lo. Ele, mais que depressa, foi até Jesus.
               
              ─── O que você quer que eu lhe faça? – perguntou Jesus.

Vamos dar uma pausa na história para uma reflexão. O que uma pessoa cega, diante de alguém capaz de curá-la poderia querer? Não parece óbvio?! Confesso que durante muito tempo não entendia porque Jesus fez essa pergunta.

Bartimeu era cego desde que nasceu, sua vida estava adaptada a essa realidade, ele dependia, em parte, de outras pessoas. O que aconteceria se ele voltasse a ver? Sua vida mudaria radicalmente. Imagine: passando a enxergar, teria acesso a um mundo diferente do que estava acostumado exercitando os outros sentidos. Toda mudança gera insegurança e estresse, mesmo que seja para melhor. Ele teria mais autonomia para ir e vir, sem depender de outros. Deixaria de ser vítima, em função de sua deficiência. Quem sabe perderia a atenção de algumas pessoas, já que não seria mais alvo de piedade. Será que quando queremos algo temos consciência das implicações em nosso estilo de vida?

Essas são apenas algumas considerações sobre as mudanças que a cura da cegueira iriam produzir na vida de Bartimeu. Às vezes queremos algo, mas não estamos preparados ou não temos consciência do que acontecerá se Deus atender nosso pedido. Vamos voltar à história! Bartimeu respondeu a Jesus:

─── Mestre, que eu torne a ver.

Jesus lhe disse:

─── Vai, a tua fé te salvou.

E imediatamente tornou a ver e seguia Jesus.

Provavelmente, a pergunta do Mestre fez com que o cego refletisse sobre o que, realmente, desejava. Ele queria ver, mas tomou a decisão mais importante de sua vida: seguir Jesus. Jesus sabe o que é melhor para nós. Ele quer fazer parte da nossa vida e, não apenas, dar o que queremos. Afinal o que representa uma cura ou qualquer outra bênção diante da vida eterna com Deus?

Somente Cristo em nós pode produzir uma transformação de dentro para fora. Ele pode abrir os nossos olhos físicos, sim, mas também abrir os olhos da fé para que possamos enxergar a realidade espiritual. Isso faz toda a diferença!
               
               
Você sabe o que quer?

domingo, 13 de março de 2016

PREMEBAIN: 40 anos depois...






Por Vanessa Sene Cardoso

Dos meus 2 anos aos 5 frequentei os cultos em que o PREMEBAIN cantava. A imagem em minha mente é meio estática, alguns rostos me são familiares, outros não, mas a alegria daqueles jovens e as músicas que eles cantavam, essas, sim, são muito vívidas. Lembro-me como se fosse hoje: “Então se verá o Filho do homem vindo sobre as nuvens com poder e glória”. “Satisfação é ter a Cristo; não há melhor prazer já visto; sou de Jesus e agora eu sinto satisfação sem fim...” “Ele é realidade, ele é realidade... Jesus é real”.  No sábado, 12 de março de 2016, tive uma experiência em que foram reavivadas essas lembranças da minha primeira infância. E, embora naquela época não tivesse entendimento, isso ficou marcado na minha memória. E por falar em memória, vamos lá! Para quem não é dessa época ou não sabe do que estou falando, vou compartilhar um pouco dessa história.

Cornélio Procópio, Paraná, junho de 1973

O Conselho de Pastores de Cornélio Procópio convidou os jovens das igrejas evangélicas para ajudar na organização de um evento na cidade. Atenderam ao chamado membros das igrejas Presbiteriana do Brasil, Metodista, Batista e Presbiteriana Independente. Desse encontro veio a ideia de montar um grupo interdenominacional que teria como objetivo falar do amor de Deus. Foi aí que surgiu o PREMEBAIN, nome composto pelas iniciais das quatro igrejas.

Era uma época muito conturbada, anos 70, quando a juventude vivia um liberalismo desenfreado; apologia às drogas; “sexo livre, amizade colorida”; uma revolução nos valores e comportamento. Foi nesse período também que igrejas se dividiram por divergências doutrinárias. A criação do grupo teve um significado especial naquele momento.

Os jovens realizavam encontros, serenatas, reuniam-se na Praça Botafogo para orar todo fim de tarde, ao saírem do trabalho e antes de ir para a escola. Até para um festival artístico organizado pela prefeitura foram convidados e, para surpresa deles, levaram o troféu. Ah! Tinham uma coluna no jornal da cidade.

O que mais marcou aquela geração de jovens foi a experiência de compartilhar a vida e a esperança que eles tinham em Cristo. A família cristã ganhou novos membros e aquela turma participou do mover do Espírito Santo.

O PREMEBAIN encerrou as atividades em 1976, pois os integrantes entenderam que, como grupo, tinham cumprido sua missão. Há um tempo para todo propósito debaixo do céu (Eclesiastes 3.1). Cada um seguiu seu caminho sendo discípulo e fazendo discípulos de Cristo, onde foi colocado pelo Senhor.

Cornélio Procópio, Paraná, março de 2016

Depois de 40 anos de encerradas as atividades, a turma do PREMEBAIN se encontrou novamente. Quantas histórias, mudanças, perdas, encontros, desencontros... Nem todos estavam presentes, mas em quem estava, apesar de algumas marcas do tempo, era visível a mesma alegria e satisfação de pertencer a Cristo. Eles cantaram e eu estava lá, como quando era criança; as músicas despertaram a minha memória; não foi só nostalgia, mas a memória que nos traz esperança: “Satisfação é ter a Cristo... Logo, em glória, eu hei de vê-lo...Satisfação sem fim”.

O bispo da Igreja Metodista, João Carlos Lopes, integrante do PREMEBAIN foi quem compartilhou a palavra no culto. E ele iniciou a mensagem lendo um texto bem apropriado ao momento: “Lembrem do passado, daquilo que aconteceu há muitos anos. Perguntem aos seus pais o que foi que aconteceu e peçam aos velhos que lhes contem o que se passou” (Deuteronômio 32.7 – NTLH). Ele destacou quatro características do PREMEBAIN que marcaram a existência do grupo: a unidade com propósito; o respeito às diferenças (cada denominação tem as suas peculiaridades, mas a fé em Cristo as suplanta); bom testemunho; reconhecimento do momento de parar. As atividades do grupo terminaram, mas o que os une permanece: a aliança em Cristo e a missão de fazer discípulos. Assim como Jesus encontrou os onze discípulos após a ressurreição, os encontros continuam de geração em geração até o encontro definitivo descrito em Apocalipse 7.9-10.

Gostaria de destacar os versículos 8 e 9 de Deuteronômio 32: “Quando o Altíssimo separou os povos e deu a cada povo as suas terras, ele marcou as fronteiras das nações... Mas escolheu Israel para ser o seu povo; os descendentes de Jacó pertencem ao Senhor” (NTLH). Jesus nos incluiu na aliança, o que nos permite fazer parte da sua família, do seu povo. E esse é o desejo de Jesus: uma grande família. Antes de morrer ele orou: “Não rogo somente por estes, mas também por aqueles que vierem a crer em mim, por intermédio da sua palavra; a fim de que todos sejam um; e como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste” (João 17.20-21).

Louvo a Deus por ter me dado o privilégio de ir conhecendo a Cristo desde a minha infância. Se você ainda não faz parte da família de Deus, não perca tempo! Nosso encontro face a face com Jesus se aproxima. Vai ser uma grande festa!!!


"Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele" (Provérbios 22.6).



domingo, 13 de dezembro de 2015

Amar sem gostar?!

Por Vanessa Sene Cardoso



“Eu não vou muito com a cara dele. Não me fez nada, mas sem saber porque, não simpatizo com ele”. “Ela me trata com hostilidade sem motivo aparente, e não quer conversa; prefiro evitar a convivência”. Você já disse ou pensou algo assim? Sendo cristão, como se sentiu? Culpado? Em desacordo com a conduta que deve ter um filho de Deus? Afinal, aprendemos que, como discípulos de Jesus, temos que amar o próximo. Espera lá! Amar. E não, necessariamente, gostar. Mas não é a mesma coisa? Quem ama, gosta. Será que é sempre assim? Então, porque você se identificou com as situações acima? Vamos refletir um pouco sobre “amar” e “gostar”.

De acordo com o dicionário Priberam, gostar significa: Apreciar; ter prazer em ver ou em sentir; ter inclinação; achar-se ou dar-se bem; simpatizar; ter satisfação em. Gostar de alguma coisa ou de alguém envolve uma escolha ou sentimento do ser humano, é algo variável, que pode mudar de acordo com as circunstâncias ou com as perspectivas. Tem a ver com a sua história de vida, meio onde está inserido, personalidade e outras características individuais.

Mas na Bíblia encontramos o mandamento de Jesus que é para todos os seus seguidores: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Mateus 22.39). Para o filho de Deus, amar é uma ordem e não uma escolha pessoal. Amar nem sempre envolve sentimentos, tem mais a ver com caráter, decisão, obediência e, principalmente, identidade; afinal, Deus, o nosso Pai, é amor (1 João 4.8).

O fato de não gostar de alguém não me permite maldizer ou tratá-lo com hostilidade. Independentemente do que sinto, posso ser gentil e respeitoso no contato com as pessoas, pois essas atitudes são fruto do caráter e não das emoções.

Preciso conviver com quem não gosto? Podemos evitar, mas nem sempre isso é possível. Então o que fazer? Voltando às situações apresentadas no início do texto: imagine que aquele cara que você não topa é seu colega de trabalho e está passando por necessidades na área financeira, e você tem como ajudar, o que o impede de fazê-lo? O sentimento? Não é necessário gostar de alguém para ser bênção na vida dessa pessoa. Agora imagine que aquela que lhe trata com hostilidade está sofrendo de depressão profunda, lutando com perturbação noturna, por que não orar por ela? Quem sabe o amor prático não mude o sentimento? Prepare-se! Você pode se surpreender! Mas mesmo que isso não aconteça, gostando ou não de determinada pessoa, decida amá-la em Cristo, mesmo que a distância.

“Se possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens” (Romanos 12.18). Fica a dica de leitura: Romanos 12.9-21.

domingo, 29 de novembro de 2015

Por que não?

Por Vanessa Sene Cardoso





Quando éramos crianças, muitas vezes, não entendíamos o porquê do “não”. Ficávamos irados, fazíamos birra, desobedecíamos e acabávamos dando com os burros n’água. Será que era praga dos mais velhos? Ou será que era a experiência? Ai como era irritante ouvir a seguinte frase: “eu já passei por isso, tenho experiêeeeencia...”
                
Para atravessar a rua a regra é: “não atravessar sozinho, só de mãos dadas com um adulto”. Quando muito nova, a criança não entende alguns conceitos como risco, perigo, morte, não adianta argumentar, por isso vale algo mais concreto, objetivo: sim ou não. A regra “atravessar a rua de mãos dadas com um adulto” foi aplicada para transmitir o princípio “é preciso tomar cuidado ao atravessar a rua para evitar um acidente”. Quando crescemos essa regra perde a validade, pois assimilamos o princípio. E o mesmo acontece em outras áreas de nossa vida. O “não” é educativo, é protetor, no momento certo, é claro!

Um pré-adolescente, um adolescente, um jovem têm condições de abstrair; nesse caso é possível argumentar, e o diálogo é essencial. Mas nessas etapas da vida, agimos muito por impulso, o que vale é o momento, o calor das emoções, temos dificuldade de enxergar “virando a esquina”. É aqui que entra a tão rejeitada “experiêeeencia” dos mais velhos. Eles já foram treinados pela vida e sabem o que tem “virando a esquina”. Por isso como escreveu o rei Salomão, um dos homens mais sábios que já existiram: “Para ser sábio, é preciso primeiro temer a Deus, o Senhor. Os tolos desprezam a sabedoria e não querem aprender. Meu filho, escute o que o seu pai ensina e preste atenção no que sua mãe diz. Os ensinamentos deles vão aperfeiçoar o seu caráter, assim como um belo turbante ou um colar melhoram a sua aparência” (Provérbios 1.7-9 - NTLH). Salomão escreveu o livro de Provérbios depois de ter “virado várias esquinas”.

As regras não deveriam deixar de valer para os adultos? Essa é uma questão difícil, pois ser adulto nem sempre quer dizer ter maturidade, seja emocional, intelectual, espiritual. Para muitos talvez tenham faltado alguns “nãos” afirmativos, ou seja, com a finalidade de contribuir no crescimento. O “não” é importante em todas as fases da vida.

Tudo isso parece tão óbvio, mas de óbvio não tem nada, pois as pessoas são complexas; um conjunto de crenças, valores, aprendizados, culturas e muito mais, influencia na formação de cada um. Se existisse bom-senso provavelmente não haveria necessidade de tantas regras, mas afinal, o que é o bom-senso?

O ideal seria viver numa sociedade onde não fosse necessária uma infinidade de regras, mas como muitos princípios para a convivência não são assimilados, precisamos ser limitados por elas.

Certa vez, quando Jesus foi questionado pelos líderes religiosos da época, sobre a lei, ele respondeu:

—“Ame o Senhor, seu Deus, com todo o coração, com toda a alma e com toda a mente. Este é o maior mandamento e o mais importante. E o segundo mais importante é parecido com o primeiro: Ame os outros como você ama a você mesmo” (Mateus 22.37-39 – NTLH).

Quem sabe em outro artigo falaremos sobre o “sim”. Aliás, não seria o amor o substituto do “não” e do “sim”?!

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

A escrita



Por Vanessa Sene Cardoso

Como disse Rubem Alves:"Tenho sempre comigo o meu caderno. Meu caderno é a minha 'gaiola de prender ideias'.Porque as ideias são entidades fugidias, pássaros. Elas vêm de repente e desaparecem tão misteriosamente como chegaram. Não se pode confiar na memória. Se as ideias não forem presas com palavras escritas no papel, elas serão esquecidas."

E para que a mensagem seja entendida, é preciso "tratar" desses pássaros, as ideias, que, por meio da escrita, são transmitidas.Temos aliados que nos auxiliam nesse mister. São sinais gráficos que dão sentido ao que queremos comunicar.

Este vídeo da Associação Brasileira de Imprensa ilustra bem o que o uso de apenas um dos sinais gráficos pode provocar na inteligibilidade de uma ideia. Pode comprometer o sentido da mensagem que se pretende comunicar.



Para você que gosta de desafios:


Um homem rico estava muito mal de saúde. Pediu caneta e papel e escreveu assim:

- “Deixo meus bens à minha irmã não ao meu sobrinho jamais será paga a conta do alfaiate nada aos pobres”

Afinal, a quem ele deixou a fortuna? Eram quatro concorrentes: a irmã, o sobrinho, o alfaiate e os pobres. O escrito chegou às mãos deles e cada um fez a pontuação que lhe conveio, a fim de receber a herança. Então coloque a pontuação e diga quem ficou com a herança.

OBS.: Recebi este teste por e-mail, mas não sei quem é o autor.


Para melhorar a comunicação escrita, vai uma dica de leitura:

Escrever melhor
Dad Squarisi e Arlete Salvador
Editora Contexto