quinta-feira, 30 de dezembro de 2021

Fazer diferença

 

  
Por Vanessa Sene Cardoso


Estamos às portas de 2022.

Durante os últimos dois anos, passamos por mudanças radicais provocadas por uma pandemia que nos pegou de surpresa e impôs uma nova forma de viver, de se relacionar, de se comunicar. O impacto foi grande e inesperado em tão pouco tempo. Tivemos que nos adaptar. Quantas perdas! Mas é importante e necessário reconhecer que, apesar das adversidades, tivemos ganhos também.

Em 2021, o luto se fez mais presente em nossa rotina, trazendo, além da dor, lições para a vida. Muitos dos que partiram deixaram marcas nas pessoas da sua convivência; outros foram fundamentais na vida de quem perdeu alguém. Aprendi com tudo isso!

Jesus é o maior e melhor exemplo de alguém que – em sua breve passagem pela terra – deixou marcas eternas. Você pode estar pensando: Ele é Deus e isso fazia parte da sua missão. Sim. Jesus, no entanto, habita em nós por meio do Espírito Santo: ... vocês estão em mim, assim como eu estou em vocês (João 14.20 – NTLH). Isso nos habilita a fazermos o que Jesus fez, como ele mesmo afirmou: Aquele que crê em mim fará também as obras que tenho realizado (João 14.12 – NVI).

Parece que as coisas começam a entrar nos eixos. Para muita gente, os planos e sonhos ainda são acanhados, como alguém que sofreu um acidente, ficou muito tempo sem andar e agora tem que passar por uma reabilitação, um reaprendizado. Vamos em frente! Antes devagar do que paralisar.

Tenho planos, sonhos... Um deles, talvez o mais importante, é fazer diferença onde e com quem Deus me colocar.

Encerro esta reflexão de fim de ano com um texto que me inspira:

O Senhor Deus me deu o seu Espírito, pois ele me escolheu para levar boas notícias aos pobres. Ele me enviou para animar os aflitos, para anunciar a libertação aos escravos e a liberdade para os que estão na prisão. Ele me enviou para anunciar que chegou o tempo em que o Senhor salvará o seu povo, que chegou o dia em que o nosso Deus se vingará dos seus inimigos. Ele me enviou para consolar os que choram, para dar aos que choram em Sião uma coroa de alegria, em vez de tristeza, um perfume de felicidade, em vez de lágrimas, e roupas de festa, em vez de luto. Eles farão o que é direito; serão como árvores que o Senhor plantou para mostrar a todos a sua glória. Nós nos alegraremos e cantaremos um hino de louvor por causa daquilo que o Senhor, nosso Deus, fez (Isaías 61.1-3, 10 – NTLH).

Assim seja!

Feliz Ano Novo!

sexta-feira, 3 de dezembro de 2021

Estou segura!

           

Por Vanessa Sene Cardoso

 

O SENHOR, Deus do céu, que me tirou da casa de meu pai e da terra dos meus parentes, e que me falou, e jurou, dizendo: “À sua descendência darei esta terra”, ele enviará o seu anjo adiante de você, para que lá você encontre uma esposa para o meu filho (Gênesis 24.7 – NAA).

Um dia desses, quando estava lendo a Bíblia, me deparei com o texto acima. Deus falou comigo. Fui muito edificada! Você se lembra dessa passagem bíblica? Vamos recordar o contexto: Abraão incumbiu seu servo de ir até a região onde viviam seus parentes, para buscar uma esposa para seu filho Isaque. O servo disse: Talvez a mulher não queira vir comigo para esta terra. Nesse caso, devo levar o seu filho à terra de onde o senhor veio? (Gênesis 24.5).

Abraão sabia que não fazia parte do propósito de Deus que Isaque fosse para a cidade onde viviam seus familiares. Por isso, respondeu ao servo lembrando que o Senhor que o tirou da casa de seu pai, e prometeu dar para sua descendência a terra onde vivia, era o mesmo que ajudaria a encontrar a esposa para Isaque. Abraão andava com Deus, tinha intimidade com o Pai. Esse relacionamento foi o lastro para a convicção de que seu servo teria êxito na jornada.

Quando estamos diante de um desafio, ou mesmo nas situações corriqueiras do dia a dia, vale a pena seguir o conselho do profeta Jeremias: trazer à memória o que pode nos dar esperança. Com certeza, quem tem caminhado com Deus e tem um relacionamento próximo com ele, já experimentou o seu cuidado. Isso edifica a fé e nos fortalece para o que vem pela frente em nossa vida, pois Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje e para sempre (Hebreus 13.8 – NAA).

Se você está desanimado, lembre-se: A esperança volta quando penso no seguinte: O amor do SENHOR Deus não se acaba, e a sua bondade não tem fim. Esse amor e essa bondade são novos todas as manhãs; e como é grande a fidelidade do SENHOR! Deus é tudo o que tenho; por isso, confio nele (Lamentações 3.21-24 – NTLH).

quarta-feira, 13 de outubro de 2021

Enfim, cheguei aos 50!

Por Vanessa Sene Cardoso 

O tempo passou como em um piscar de olhos. Um amigo muito sarrista, quando completei 20 anos, brincou: “Um quinto de século”. Quando cheguei aos 25, ele disse: “Você já está completando um quarto de século”, insinuando que eu estava envelhecendo. Pois é...  Algum tempo atrás, ao falar com esse amigo, comentei: “Neste ano, chego a meio século de vida”. Rimos. Como é bom ter uma história!

As lembranças são tesouros que só acumulamos conforme os anos passam. Hoje, me considero mais rica do que há 10, 20, 30 anos. É certo que vivemos cada fase, mas nessa altura temos, além da vivência, um plus, a experiência. Pode parecer clichê, mas é a mais pura verdade.

Não pretendo me alongar neste texto. Quero apenas registrar a minha gratidão a Deus: pela vida; por ter me escolhido para ser sua filha; pela família especial em que me colocou; pelos amigos que foi acrescentando na caminhada; pelo namorado que veio ao meu encontro na maturidade; pelas conquistas; pelas frustrações, que apesar de chatas, fazem parte do processo; pela comunidade da fé; pela provisão que nunca faltou; pela saúde; pela profissão; pelo trabalho; pelas oportunidades de aprender; pelos projetos; pelos sonhos que tem colocado em minha mente e coração; por aquilo que tem preparado para mim daqui para fente... Essa lista não tem fim, por isso optei pelas reticências em vez do ponto final.

Oh! Provai e vede que o SENHOR é bom (Salmos 34.8). Eu tenho provado!

G R A T I D Ã O resume minha vida aos 50 anos.

sábado, 2 de outubro de 2021

A quem honra


Por
Vanessa Sene Cardoso 

2 de outubro é uma data muito significativa para mim. É aniversário do meu PAI. Ele está completando 80 anos.

O que dar de presente para ele?

Algo que ele gosta muito, um livro. Mas em uma data significativa não poderia ser um livro qualquer.

“A quem honra… A história de um homem simples que fez escolhas sábias”, esse é o título do livro que tive o privilégio de escrever com o apoio dos meus irmãos Eduardo e Fernando para presentear nosso pai.

O primeiro livro de Limoeiro Produções Literárias. Meu coração está duplamente alegre: pelos 80 anos do meu pai e pelo privilégio de registrar sua história até aqui. Gratidão a Deus!

 
Nota da Autora

Agradeço a Deus pela vida de meu pai, pelo privilégio de ser sua filha e pela oportunidade de relatar um pouco de sua história.

Agradeço aos meus irmãos pela parceria e incentivo na construção deste livro, Eduardo gravando os depoimentos com meu pai, Fernando com sugestões, entre elas, o título, e escrevendo o prefácio.

Agradeço aos familiares, amigos e irmãos em Cristo, que contribuíram compartilhando algumas experiências na convivência com meu pai.

Nosso desejo é que esse registro sirva de testemunho para muitas gerações, de um homem comum que se entregou a Jesus e, por causa dele, aprendeu a contar os seus dias e fazê-los relevantes para o reino de Deus: Ensina-nos a contar os nossos dias, para que alcancemos coração sábio (Salmos 90.12).

Sua vida pode ser lida por todos que convivem – ou conviveram – com meu pai, conforme afirma o apóstolo Paulo em 2 Coríntios 3.2: Vocês mesmos são a nossa carta, escrita no nosso coração, para ser conhecida e lida por todos (NTLH).

Assim, somos todos nós, uma carta que vai sendo escrita ao longo da vida e lida pelos que nos cercam e pelas futuras gerações. Que o testemunho do meu pai inspire e abençoe sua vida. Esse é o meu desejo como filha e escritora.

Dedicamos esse livro a você, pai, como presente pelos seus 80 anos. Nenhuma palavra é capaz de expressar o quanto o amamos e o quanto representa em nossa vida e de nossa família.

Na velhice darão ainda frutos, serão cheios de seiva e de verdor (Salmos 92.14).

Saberás, pois, que o SENHOR, teu Deus, é Deus, o Deus fiel, que guarda a aliança e a misericórdia até mil gerações aos que o amam e cumprem os seus mandamentos (Deuteronômio 7.9).

A quem honra, honra (Romanos 13.7).

sexta-feira, 24 de setembro de 2021

Filemom, exemplo de integridade

 


Por Vanessa Sene Cardoso


Porque tenho ouvido falar do seu amor por todo o povo de Deus e da fé que você tem no Senhor Jesus (Filemom 1.5 - NTLH).

Paulo escreveu uma carta a Filemom, considerado por ele colaborador no seu ministério, para fazer um pedido. O apóstolo o conhecia, sabia de sua conduta cristã e bom testemunho, reflexos de sua fé. Diante disso, sentiu-se na liberdade de interceder em favor de um escravo que, possivelmente, conheceu na prisão, e tornou-se seu filho espiritual.

Onésimo era escravo de Filemom e estava foragido, pois tinha cometido um delito contra o seu senhor. Pela lei, deveria ser penalizado. No entanto, a situação mudou, pois servo e senhor tornaram-se irmãos, passando a fazer parte da mesma família da fé.

O apóstolo, como mediador desse impasse, estava convicto de que Filemom, pelo amor e fé que o tornavam referência na comunidade, receberia Onésimo como irmão.  

A carta de Paulo a Filemom é um lindo testemunho da transformação que Cristo faz em nossa vida, e o reflexo que isso traz no meio em que estamos inseridos. A obra do Espírito Santo em nós fortalece os irmãos e inspira os incrédulos a olharem para o Autor e Consumador da fé, Jesus Cristo.

O apóstolo Tiago, em sua carta, deixa um desafio para nós cristãos: Queridos irmãos, que proveito há em vocês dizerem que têm fé e são cristãos, se não estiverem provando isso pelo socorro aos outros? (Tiago 2.14 - Bíblia Viva).

 

*Este texto faz parte de um livro organizado pelo Pr. Rodolfo Montosa para a Campanha de Jejum e Oração da 1ª Igreja Presbiteriana Independente de Londrina. O devocionário tem como título “Fé: grande nuvem de testemunhas”. O livro foi escrito por vários autores e traz testemunhos de homens e mulheres da Bíblia. Você pode adquirir o seu no site multiplicacaodapalavra.com.br

quinta-feira, 12 de agosto de 2021

Mulher e as fases da vida


Por Vanessa Sene Cardoso 

“É uma menina!” A partir daí, já começam os preparativos, os planos, sonhos e expectativas para a nova integrante do mundo feminino. Quem já recebeu essa notícia ao deixar a sala de ultrassonografia, ou após o parto, sabe do que estou falando.

Cada gênero tem suas peculiaridades e, por mais que os tempos atuais proponham uma série de conceitos sobre o tema, ainda prevalecem as características inerentes aos universos feminino e masculino. As novas roupagens e artifícios não são capazes de transformar a essência. Fato!

Criança é criança. Na infância, meninos e meninas querem brincar, se divertir, exercitar a imaginação. Necessitam, basicamente, de um teto, alimento, roupas, proteção, segurança, cuidado, presença, exemplo, enfim, amor. Nessa fase, exceto pelas características fisiológicas, as semelhanças predominam sobre as diferenças.

Quando chega a puberdade, a coisa muda de figura. Os hormônios têm protagonismo nessa fase da vida, pois eles dão o tom para ressaltar as diferenças entre os gêneros, tanto física quanto emocionalmente. O assunto desta reflexão são as mulheres, por isso, nos despedimos dos homens por aqui.

Agora é só entre nós, meninas!

Me conta uma coisa: Você já teve a menarca? O QUÊ? Esse evento é um marco na vida de toda mulher, pois é o prenúncio de uma nova fase. É a transição da infância para a vida adulta. Não se preocupe! Você não vai dormir menina e, após a primeira menstruação, acordar mulher. É um processo! Quem já está nessa caminhada há algumas primaveras pode testemunhar as mudanças no corpo, e também as alterações de humor. Para as calouras, trata-se da famosa TPM (Tensão pré-menstrual). Quando ela chega, dá vontade de chorar até mesmo sem motivo. Outro efeito é a irritação que faz com que um simples “Bom-dia” seja o estopim para a terceira guerra mundial. Ah! O exagero também é típico da adolescência. E tem mulher que passa incólume por tudo isso. Cá entre nós, acho que a minoria.

Escrevi o parágrafo anterior pensando nas pré-adolescentes, como você percebeu. No entanto, conforme o dito popular, “recordar é viver”. Durante, pelo menos, quatro décadas, navegamos no mesmo mar, algumas vezes sem ondas, na maré mansa; outras, com maremotos.

Agora, quero falar de outra fase da vida que, para algumas de nós, é um “calcanhar de Aquiles”, ainda que temporário. Aqui, novamente, os hormônios roubam a cena. A natureza tem seus mistérios. Como algo que nem enxergamos consegue desestabilizar nosso organismo?! Aguenta firme! Porque, passada essa fase, tudo se ajeita e adapta-se à sua nova condição. É hora de uma pausa, menopausa, mudança de ritmo. Fique atenta para não perder o compasso.

A maturidade chega com a sua bagagem: equilíbrio emocional, contentamento, autoconhecimento, desconfortos novos... Enfim, a vida é cheia de perdas, ganhos, desafios e muito aprendizado. Vale muito a pena! Ainda mais se tivermos intimidade com o Espírito Santo: Tu me mostras o caminho que leva à vida. A tua presença me enche de alegria e me traz felicidade para sempre (Salmos 16.11 – NTLH).

Sugiro um exercício: pare um pouco, pense na fase da vida em que você se encontra, desabafe em uma folha em branco ou bloco de notas digital. Não importa se você não é íntima das letras: ESCREVA. Isso ajuda a gente a se perceber. Vai por mim! Depois me conta como foi a experiência.

Dedico esse texto a todas as mulheres, em especial a uma mocinha que está completando mais um ano hoje. Parabéns, Ana Luisa! Que você aproveite, ao máximo, cada fase da sua vida e continue escrevendo uma linda história que seja inspiração para outras mulheres.


 

sábado, 12 de junho de 2021

Dia dos Namorados


Por Vanessa Sene Cardoso

Certa vez, estava conversando com uma amiga sobre namoro e casamento e ela me disse: “Sabe o que estraga os relacionamentos? Hollywood.” Achei muito interessante essa colocação. O que me fez refletir.

A adolescência é uma época de grandes mudanças. É a transição da infância para a vida adulta. O corpo vai tomando nova forma, as emoções e o humor são inconstantes, muitas são as descobertas.  E é nessa fase que, normalmente, nos apaixonamos pela primeira vez. Como tudo na adolescência, a paixão é um sentimento intenso que mobiliza todos os sentidos na direção do objeto do nosso amor: gostamos de ouvir a voz, o coração dispara quando isso acontece; o perfume é característico; nossos olhos brilham, a pupila dilata; a boca seca; queremos tocar. Isso tudo é muito bom!

Quando nos apaixonamos queremos ficar perto da pessoa o tempo todo, ela é perfeita. Como afirma o ditado popular: “O amor é cego”. Na verdade, a paixão cega. O turbilhão de emoções que o alvo da nossa paixão provoca, muitas vezes, impede a razão de atuar, ela fica de escanteio. Juntando tudo isso com a falta de vivência temos o contexto ideal para uma provável desilusão. Não quero ser "desmancha prazer" para quem está curtindo sua primeira paixão. Aproveite! Faz parte da vida!

Alguns estudiosos do assunto dizem que a paixão dura em média dois anos. Ué?! Mas em Hollywood, ela não tem prazo de validade. Tanto é que nos filmes românticos, nos deparamos com a conclusão: “Foram felizes para sempre”. Em sã consciência, sabemos que isso não faz parte da realidade. Parece ridículo, mas nossas emoções não sabem. Prova disso, é que quando os jovens se casam, passam pela primeira fase, a lua de mel. Com a rotina, a intimidade, a convivência no dia a dia, aparecem as dúvidas: Ela era tão diferente, mais carinhosa, sedutora. Ele é cheio de mania, e nem é tão romântico quanto eu pensava. Meu coração não dispara mais quando o vejo ou ouço a voz dele. Essa mania de limpeza dela me irrita ao extremo. Acho que me enganei. O amor acabou.

É comum nos apaixonarmos pela imagem que construímos de uma pessoa. A paixão tem muito a ver com o meu desejo, com a minha satisfação pessoal. Por isso, quando nos apaixonamos, enxergamos em alguém tudo aquilo que nos agrada. A partir do momento que perde o encanto, descartamos.

O amor é doação, é focado na felicidade do outro. Amor é mais do que sentimento, é fruto de uma decisão, de uma escolha diária. A idealização cede lugar à realização. O ideal é inatingível e o real é palpável. Quando amamos não dependemos da paixão no relacionamento. Ela é a cereja do bolo, mas o alimento principal continua sendo o bolo. Não deixe que a expectativa de Hollywood roube o protagonismo da sua relação e o "Felizes para sempre" da vida real...#ficaadica

Dedico este texto a um assinante do meu blog, que é mais do que especial, alguém que não mede esforços para alegrar meu coração, meu namorado Rická.

E viva o Dia dos Namorados!