sábado, 7 de julho de 2018

Vida e Morte: qual o significado?




Por Vanessa Sene Cardoso

O que mais tem valor para você? Vamos lá! Como é algo para meditar, seja sincero consigo mesmo, pois ninguém vai saber o que se passa no seu íntimo, apenas Deus, que já sabe, mesmo que insista em não falar para ele. Algumas possibilidades para estimular a sua reflexão: seus filhos, filhas, esposo, esposa, outras pessoas que você ama; seus bens materiais; seu conhecimento intelectual; situações e atividades que lhe proporcionam prazer... Sinta-se à vontade para acrescentar algo pessoal nessa lista. Identificou o que tem valor? Pois bem, se você não estiver vivo, tudo isso perde o valor, certo? Acho que chegamos a um ponto de convergência de que se não houver vida, as demais coisas perdem o sentido.

Creio que a vida é o maior valor para o ser humano. Fazemos de tudo - às vezes não da melhor maneira - para preservá-la. Mas você pode estar se perguntando: E as pessoas enfermas que estão sofrendo e preferem a morte? E aqueles que pensam em tirar a vida? Válida reflexão! A vida humana é criação de Deus e uma dádiva, mas quando o homem pecou houve a separação do Pai, o Eterno, e a morte entrou no mundo, ou seja, o ser humano passou a ser um “morto-vivo” (Gênesis 2.17). O texto de Gênesis 3 nos mostra que o homem trocou a árvore da vida (Cristo) pela árvore do conhecimento do bem e do mal (morte, separação).

A vida sem Deus é incompleta, é uma ilusão, é morte. Se você percebeu que está morto, ou sente-se morto, não desanime! Vamos reavivar nossa memória?! Deus, que é um Pai amoroso, planejou uma solução para nossa condição humana: a morte e a ressurreição de seu Filho Jesus Cristo. Jesus se tornou pecado em nosso lugar, e ressuscitou para que, por meio dele, fôssemos reconciliados com Deus passando a ter vida verdadeira e eterna. E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está no seu Filho. Aquele que tem o Filho tem a vida; aquele que não tem o Filho de Deus não tem a vida (1 João 5.11-12). Essa afirmação deixa claro que a vida não é um estado e sim uma pessoa, Jesus Cristo.

Talvez, assim como Nicodemos, que era um mestre e conhecedor das Escrituras, você se pergunte: Como receber a Vida? Jesus responde dizendo que é necessário nascer de novo. Nicodemos perguntou: - Como é que um homem velho pode nascer de novo? Será que ele pode voltar para a barriga da sua mãe e nascer outra vez? Jesus disse a ele: – Quem nasce de pais humanos é um ser de natureza humana; quem nasce do Espírito é um ser de natureza espiritual (João 3.4, 6 - NTLH). É preciso nascer do Espírito para ter a vida eterna. O apóstolo Paulo em Romanos 10.9-10 nos orienta como devemos proceder: Se, com a tua boca, confessares Jesus como Senhor e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Porque com o coração se crê para a justiça e com a boca se confessa a respeito da salvação. Quando recebemos a vida de Cristo, nos tornamos filhos de Deus e temos uma nova natureza, o mesmo DNA de Jesus, ele está em nós e nos tornamos um com o Pai, o Filho e o Espírito Santo (João 17.21).

Em João 11.25 Jesus se identifica como “A ressurreição e a vida”: Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra viverá. Esse nome reflete a sua essência. Se estamos em Cristo também temos a verdadeira vida. A morte foi derrotada de uma vez por todas, ela não nos assombra mais, seu sentido passa a ser outro, assim como a vida ganha novo significado para nós. E podemos fazer coro com o apóstolo Paulo: Para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro (Filipenses 1.21).


Para refletir:

Deus escolheu enviar Jesus ao mundo para nos dar vida verdadeira e eterna. A iniciativa foi dele e não nossa. Você já recebeu ou quer receber a vida de Cristo em você?

E, se o Espírito daquele que ressuscitou Jesus dentre os mortos habita em vocês, aquele que ressuscitou a Cristo dentre os mortos também dará vida a seus corpos mortais, por meio do seu Espírito, que habita em vocês (Romanos 8.11 – NVI).

quinta-feira, 31 de maio de 2018

Tem boi na linha



Por Vanessa Sene Cardoso 

Dias atrás, combinei com uma amiga de visitar uma feira de produtos orgânicos. O que seria algo simples e corriqueiro, para nós se tornou uma aventura. Vamos comigo!

Outra amiga – vou chamá-la de Renata – que já havia ido à feira me explicou como chegar lá. “Que fácil”, pensei. Não vai ter erro. É só passar em frente à casa dela; no fim da rua virar à esquerda; nesse ponto há três entradas, mas devo seguir na do meio, e pronto; passando um condomínio residencial já estaria no meu destino. Mal sabia o que me aguardava.

Depois de me dizer como chegar à feira, Renata fez uma observação com bastante ênfase:
– Quando estiver chegando, você vai ter que prestar MUITA ATENÇÃO, pois o lugar é meio ESCURO, e não tem identificação. Pode acabar passando batido.

Munida dessas informações e com o auxílio de uma “copiloto” eficientíssima, #partiufeira. Minha amiga e eu fomos conversando numa boa, passamos pelos pontos de referência que Renata havia nos dado. Percorremos toda a extensão do muro que cercava o condomínio e... nada.

Eu disse para minha “copiloto”:
– Acho que entendi errado. Vamos voltar no entroncamento e tentar as outras duas entradas. O que acha?

Tentativas frustradas. Era noite e não encontramos ninguém pelo caminho que pudesse nos orientar. Você pode estar se perguntando: Por que não usou GPS? A bateria do celular estava por um fio. Que mancada, né?! Antes de descarregar completamente, consegui ligar para Renata.
– Seguimos as suas orientações e não encontramos a feira – eu disse.

Renata repetiu a explicação. Fiquei intrigada: Onde ficaria a tal feira? Lá fomos nós novamente! Enquanto eu dirigia, minha amiga olhava através da janela do carro procurando um ajuntamento de barraquinhas em cada viela pela qual passávamos. Já estávamos saindo do bairro, chegando a um lugar ermo. Minha amiga e “copiloto”, quase com o pescoço deslocado de tanto olhar para fora, cogitou:
– Pode ser que hoje, excepcionalmente, a feira não esteja funcionando.

Ligamos para Renata mais uma vez, e ela se dispôs a nos acompanhar para mostrar o caminho. Voltamos ao ponto de partida, encontramos nossa amiga que, prontamente, tomou a dianteira. Seguimos o carro dela.  O trajeto que tínhamos feito estava certo. De repente, Renata acionou a seta para a esquerda. Comentei com minha amiga:
– Não acredito que ela vai entrar onde estou pensando.

Do lado esquerdo da pista havia uma galeria de lojas muito bem iluminadas, estacionamento na frente, quase um mini Shopping Center. Nas nossas idas e vindas à procura da feira orgânica passamos, pelo menos quatro vezes, em frente ao prédio. Com base na descrição de nossa amiga Renata, jamais imaginamos que pudesse ser naquela galeria a tal feirinha orgânica. Afinal de contas, se tinha algum lugar naquela região que não passaria despercebido era ali. Parecia um enorme painel de neon em meio à escuridão!

O “ocorrido” rendeu boas risadas, comentários carregados de bom humor, reflexão, e esta crônica. Ficou evidente que, mesmo tendo ferramentas e linguagem para uma comunicação eficiente, estamos sujeitos a encarar um “boi na linha”.

Há um conceito muito repetido quando se fala sobre comunicação: “Comunicação não é o que você fala, mas o que o outro entende”. Renata achou que foi clara, e eu estava certa que havia entendido. A explicação da rota foi simples. Não teve erro. O ruído na nossa comunicação se deu na descrição do local. Em nenhum momento ela mencionou barracas; essa foi uma dedução a que minha amiga e eu chegamos. Quem disse que toda feira tem barracas?! Todos nós partimos de nossos referenciais. O que Renata queria dizer é que a sala onde estava instalada a feira não tinha identificação. Talvez se tivesse falado que ficava em uma galeria teria sido o suficiente. Ela, no entanto, deu alguns detalhes na intenção de facilitar a identificação, com base em sua experiência quando esteve a primeira vez no local.

Não estamos livres de nos depararmos com “bois na linha” - são até muito comuns ruídos na comunicação - mas podemos fazer das situações que passamos uma “lousa”. A lição que ficou desse episódio foi que a objetividade e a prática de fazer perguntas, investigar são ótimos recursos para uma comunicação eficaz.

Ah! Em um caso como esse, ter um GPS e o celular carregado à mão também ajuda.









sexta-feira, 20 de abril de 2018

A “métrica” de Deus é outra




Por Vanessa Sene Cardoso

Dia desses precisei tirar fotocópias de alguns documentos. Terminei o almoço mais cedo para dar tempo de passar em uma loja perto de casa, antes de voltar para o trabalho. Calculei, “milimetricamente”, o tempo que gastaria para não me atrasar. Os imprevistos acontecem! Quando estava passando em frente ao local onde pretendia fazer as cópias, procurando lugar para estacionar, percebi que a loja tinha fechado. E agora?

Lembrei-me de dois estabelecimentos no centro da cidade. Pensei: se eu for ao centro vai ser difícil encontrar lugar para estacionar o carro e, muito provavelmente, chegarei atrasada ao trabalho. Enquanto pensava numa solução, continuei seguindo meu trajeto e observando, ao longo do percurso, para ver se encontrava um lugar para fazer as cópias.  No fundo achei que seria difícil obter êxito no meu intento.

Conversando com Deus no caminho, disse: “Bem que podia dar certo, pois queria resolver isso hoje”. De repente, em uma esquina, salta aos meus olhos “X CÓPIAS”. A sensação que eu tive foi que a pintura do nome da loja na fachada parecia tridimensional. Meu coração se encheu de alegria por meu Pai ter atendido o que havia pedido. Hum! Mas onde estacionar? Não havia vaga por perto. Ou melhor, quando eu olhei à minha direita, um carro saindo. Nem precisei procurar. Foi demais!

A situação que compartilhei é corriqueira, poderia não ter dado certo. Mas eu creio que Deus atendeu o meu pedido. Você pode estar se perguntando: Aonde ela quer chegar com essa conversa? Essa situação me fez refletir sobre o relacionamento com Deus e a vida de oração.

Orai sem cessar (2 Tessalonicenses 5.17). O que significa isso? Devemos estar em comunhão com o Pai, por meio do Espírito Santo, o tempo todo. Mesmo quando estamos dormindo: Em paz me deito e logo pego no sono, porque, Senhor, só tu me fazes repousar seguro (Salmos 4.8). Às vezes Deus fala conosco por meio de sonhos também. A Bíblia nos ensina a separar um tempo, em particular, para orar: Quando orares, entra no teu quarto...(Mateus 6.6). Quem não mora sozinho e, ainda por cima, divide o quarto com alguém, vai ter dificuldade para levar essa orientação ao pé da letra. Mas o “quarto” pode ser sua caminhada para o trabalho.

Regra x Princípio

As regras servem para nos apontar princípios. Por isso precisamos estar atentos aos ensinos que nos são passados. Em alguns casos existe uma mistura do legítimo com o ilegítimo. Por isso, siga a dica de Tiago: peça sabedoria a Deus (Tiago 1.5).

Se orar 30 minutos você tem chance de ser mais abençoado do que se orar metade desse tempo? Já ouvi pessoas afirmando que sim; que devemos orar, no mínimo, uma hora por dia, ou a madrugada toda. O critério de Deus não é a meritocracia e, sim, a graça. As experiências pessoais inspiram, mas não podem virar dogmas. Com isso não estou dizendo que não é importante dedicar tempo na prática da oração. O que quero dizer é que a resposta da oração e a bênção de Deus não dependem do meu esforço. Ele é soberano!

A disciplina na vida devocional é um princípio. Só que o foco deve ser o relacionamento pessoal com Deus, e não a forma como isso acontece. Por isso permaneça 24 horas com ele. E quando separar um tempo, especificamente, para orar, a conversa vai fluir, e se isso acontecer antes de dormir prepare-se, pois pode se estender madrugada adentro.









sexta-feira, 23 de março de 2018

Aprender sempre




Por Vanessa Sene Cardoso

Um dia desses estava refletindo sobre o significado da ignorância. Talvez a definição mais comum, que vem à mente, seja “falta de conhecimento”. Considerando essa explicação, todos somos e sempre seremos ignorantes. Isso é fato! Ficou desanimado com essa constatação? Para os que ignoram a ignorância, pode ser um consolo. Afinal, por que precisamos buscar conhecimento e novas aprendizagens? Muitas vezes o medo do desconhecido e o comodismo nos impedem de sair da zona de conforto, e de nos aventurarmos por um mundo novo. Existem aqueles que não querem aprender ou não veem necessidade. Direito deles!

Você já viu chácaras ou quintais com um cachorro que, mesmo preso por uma corrente, consegue se movimentar num grande espaço? A sensação é que está solto. Muitas vezes, o animal não percebe que a liberdade dele se limita ao lado de dentro da cerca. Penso que a ignorância e o desinteresse pelo conhecimento e aprendizagem fazem isso com o ser humano. A ignorância nos mantém presos, com a sensação de liberdade. O conhecimento liberta e abre a visão de mundo.

Converse com uma pessoa que não teve a oportunidade de concluir os estudos na infância e adolescência, e retorna aos bancos escolares na idade adulta. Conheço muitas pessoas nessa situação. Elas são muito interessantes!  Tenho profunda admiração pelos curiosos, por aqueles que não se acomodam com o que já sabem, mesmo que sejam estudiosos e profundos conhecedores em determinada área ou no geral. Quando falo sobre a busca por conhecimento, não estou me referindo apenas à educação regular ou formal.

A ignorância em si não é o maior problema. A questão é quando não nos damos conta de que somos ignorantes. Aí mora o perigo! O primeiro passo para avançar é reconhecer que posso e quero crescer em conhecimento. A leitura é uma grande aliada para nos introduzir em novos contextos e abrir nossa visão de mundo.

A escola, nos diferentes níveis de graduação, por mais imperfeita que seja também é um espaço de aprendizagem essencial em nossa vida. Além de transmitir informações e conhecimento, nos ensina a conviver com o outro, desenvolver habilidades sociais. Se você foi privado de oportunidades ou deixou-as passar, nunca é tarde! Que tal pensar na possibilidade de voltar a estudar? No universo do conhecimento há muitas opções – formais e informais.

No ano passado ouvi uma frase de um amigo que já está próximo dos 80 anos: “O dia que eu parar de aprender vou ficar velho”. Confesso que fiquei um tempo pensando nisso. Cheguei à seguinte conclusão: Quando deixo de aprender, paro de viver.

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

A lente que usamos




Por Vanessa Sene Cardoso

Hoje vou contar a história de uma menina chamada Borboleta. Ela teve uma infância muito feliz, nasceu em um lar estruturado – longe da perfeição, pois não existe família perfeita –, recebeu amor, afirmação, teve pais presentes, que a ensinaram valores cristãos. Tinha uma grande parentela, com muitos tios, tias, primos, primas, avós, amigos... Suas férias sempre eram incríveis. Borboleta era uma garota criativa, gostava de brincar e, como muitas crianças, também convivia com suas histórias e personagens imaginários. Era alegre, sorridente e comunicativa. Sempre foi boa aluna e muito dedicada.

Por causa do trabalho do pai, Borboleta mudou de cidade algumas vezes. Se por um lado conheceu lugares e pessoas diferentes, por outro sentia vontade de criar raízes. A cada nova escola ou vizinhança, embora acabasse se adaptando, a princípio sentia-se uma forasteira entre as outras crianças, pois a maioria tinha nascido e vivia na mesma cidade.

Quando estava entrando na adolescência, Borboleta mudou novamente de cidade e, consequentemente, de escola. Foi uma fase difícil, de muitas mudanças: física,  emocional, cultural (morava em um estado e mudou para outro com costumes um pouco diferentes); busca por autoafirmação, autoconhecimento, sentido existencial, o que é normal nesta faixa etária. A adolescência também é uma fase em que se procura aceitação no grupo, senso de pertencimento em um ambiente de relacionamento com os “iguais”. Pois bem, esse era o contexto de Borboleta naquela época. Era muito tímida, fazia de tudo para não ser notada. Na nova escola, a maior parte da turma tinha em comum a trajetória escolar, as crianças estudavam juntas desde o início da vida acadêmica, a amizade extrapolava o muro do colégio. Borboleta acabou se aproximando daquelas que, como ela, eram novatas naquele ambiente.

Borboleta tinha um semblante que refletia sua condição emocional – na época – carregada de uma certa melancolia. Na maior parte das vezes era séria, achava algumas brincadeiras meio tolas, se irritava com o comportamento maroto de outras crianças, não sorria muito nas fotos. A alegria da infância se converteu em um sentimento de inadequação e desconforto emocional. Se tornou muito fechada. Na escola encarava alguns comentários e atitudes dos colegas como algo depreciativo, deboche. E, realmente, crianças quando querem sabem ser cruéis. Borboleta reagiu a tudo isso criando uma cerca, onde só permitia o acesso de pessoas muito chegadas e que não representavam ameaça.

Muitos anos depois...Na vida adulta...

Ao entrar na juventude, Borboleta carregou durante alguns anos a impressão equivocada sobre si mesma que construiu na fase de transição da infância para a vida adulta. Sua autoimagem era distorcida, o que interferia na autoestima e na forma como se projetava nos diferentes meios em que estava inserida, bem como na forma como se relacionava com os outros. Enxergava as circunstâncias, as pessoas, o ambiente e a si mesma através da lente que passou a usar na adolescência.

Os valores e ensinamentos que recebeu dos pais, principalmente, sobre a fé cristã e a pessoa de Jesus foram determinantes para que passasse a enxergar com nitidez e verdade quem realmente era. Quando decidiu substituir a lente que distorcia sua visão pela lente cristalina do Espírito Santo percebeu sua verdadeira imagem. O amadurecimento e o senso de identidade em Cristo fizeram com que Borboleta abandonasse a antiga forma de ver e interagir com o mundo (2 Coríntios 3.18).

Com o passar do tempo Borboleta percebeu que naquela fase difícil a lente que usava impediu que enxergasse o mundo, as pessoas e as circunstâncias de forma positiva. Com a bênção da maturidade pôde entender que as pessoas não usavam a mesma lente que ela. A reaproximação anos mais tarde com alguns colegas permitiu uma reconciliação com aquele passado, o que se tornou possível em função da ausência de sua antiga lente.

Reflexão

Uma mesma situação é vista de diferentes maneiras, dependendo da lente que a pessoa usa. Essa lente é composta pela história de vida, crenças, ambiente em que se está inserido, relacionamentos, temperamento, personalidade, etc... Nem sempre ela nos faz enxergar as coisas como realmente são. Com a maturidade trocamos as lentes, mas há quem resista em permanecer enxergando as coisas da mesma forma. Uma questão de escolha!

Quando nos relacionamos com Jesus e permitimos que ele viva em nós, nossa visão vai sendo transformada, à medida que amadurecemos. Isso é graça! É um presente de Deus!

Borboleta, na verdade, era uma lagarta que, no processo natural da vida, criou asas e voou. Experimente sair da zona de conforto!

Fotos: Vanessa Sene Cardoso
Só observando... Que lente você usa?













domingo, 31 de dezembro de 2017

Perspectiva



Por Vanessa Sene Cardoso

“Tem gente que corre, e tem gente que ri de quem corre”. Esta frase foi dita pelo juiz federal e escritor William Douglas ao compartilhar, recentemente, em uma palestra, sua experiência ao participar de uma maratona, no Rio de Janeiro. Foi o 219º colocado entre 221 participantes e como ele mesmo disse, além de ultrapassar duas pessoas, venceu a si mesmo, uma vez que era seu desejo correr a maratona, tendo como maiores obstáculos o sedentarismo, o sobrepeso, a hipertensão. Durante o percurso, uma mulher de cerca de 70 anos, emparelhou com William e lhe disse: “Cuidado com o que você ouve”. E, em rápidas palavras, contou – antes de deixá-lo para trás - que foi chamada de “velha maluca”. Embora ele tenha ouvido, ao longo do trajeto, das pessoas que acompanhavam a prova, palavras de deboche e desencorajamento, como “lesma, tartaruga”, não se deixou desanimar. Venceu!

Histórias como essa são comuns em livros de autoajuda e palestras motivacionais. Mas deixando o clichê e os preconceitos de lado, precisamos de motivação em nossa vida, pois ela é um combustível para mudanças.

A motivação extrínseca - que vem das pessoas próximas ou das circunstância - é muito importante para nos impulsionar a sair da zona de conforto; mas ela, por si só, não tem um efeito duradouro, pois quando perdemos o incentivo dos amigos ou de outros fatores externos corremos o risco de estacionar ou voltar à estaca zero. Quando a motivação é intrínseca, ou seja, de dentro para fora, tende a produzir melhores resultados. Mas mesmo nesse caso estamos sujeitos a oscilações em nossas emoções, o que pode nos levar ao desânimo.

Como a motivação opera em nós impulsionando para a mudança? Não tenho uma resposta com base em pesquisas ou estudos científicos, e minha intenção com este artigo não é essa. Quero apenas compartilhar e promover a reflexão, a partir do que tenho experimentado em minha vida. Penso que o ponto de partida é conhecer a si mesmo, saber os pontos fortes e fracos, como funciono nas “engrenagens” da vida: trabalho, família, relacionamentos e outras. Minhas ações e reações diante das circunstâncias revelam muito a meu respeito. E aqui quero ressaltar que os verdadeiros amigos (e até os inimigos) podem nos ajudar a enxergar coisas a nosso respeito. Mas atenção! A percepção dos outros, e a nossa própria percepção devem ser levadas em conta no processo de mudança; mas vale ressaltar que ambas são apenas percepções, versões. Então, quem eu realmente sou? Saber a resposta a essa pergunta é fundamental, é o começo de tudo, é determinante para as mudanças que tanto almejamos.

Sou cristã e creio que ao receber Jesus tenho uma nova natureza. Essa é minha identidade. O Espírito Santo é quem produz a motivação interior para as mudanças. A videira produz uva. Simples assim. Muitas vezes damos mais importância para as versões de nós mesmos do que para quem somos de fato. Talvez as mudanças que tanto desejamos tenham outro nome: maturidade. Só amadurecemos se sabemos quem somos. No fundo é isso que queremos. Nosso relacionamento com Deus, em primeiro lugar; com nós mesmos; e com os outros nos levam ao amadurecimento.

Saber quem eu sou gera segurança e convicção de que existe um propósito de vida, e o resultado desse entendimento são as mudanças para melhor, o amadurecimento. Caminhando com Jesus é impossível permanecer na zona de conforto, porque ele sempre tem lições novas para nos ensinar, é uma fonte inesgotável de vida, conhecimento e sabedoria. O fato de perceber que preciso crescer já é um avanço, mesmo que, num primeiro momento, eu não consiga sair do lugar. A posição que assumo diante dessa condição também é fundamental: crescer ou permanecer na atual estatura. Ninguém pode tomar essa decisão por mim.

O Espírito Santo habita em você? É ele quem nos ensina e nos capacita em todas as coisas (João 14.26). Por isso, anime-se! Pois eu estou certo de que Deus, que começou esse bom trabalho na vida de vocês, vai continuá-lo até que ele esteja completo no Dia de Cristo Jesus (Filipenses 1.6 – NTLH). Eis a promessa!

Feliz 2018! Que nesse novo ano aproveitemos as oportunidades para crescer, e desfrutar de uma vida abundante, em Cristo Jesus.

Eis que faço novas todas as coisas (Apocalipse 21.5).


*Dei aos desenhos que ilustram esse artigo o título de “Meu retrato: dois pontos de vista”. As autoras são minhas sobrinhas. Elas me desenharam espontaneamente e em momentos diferentes. Presentes significativos para mim!


Para ouvir a palestra do juiz federal William Douglas, acesse aqui

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Dica de leitura

 
Por Vanessa Sene Cardoso


Quando você costuma cantar? Talvez num momento de alegria, de conquista; ou no trabalho, caso seja um profissional da música; ou ainda, no dia a dia, automaticamente, por hábito. Cantar é uma ação voluntária e que, normalmente, nos remete a algo bom e leve, momentos felizes.

O que você sente ao se deparar com uma tempestade? Talvez medo, diante dos trovões, raios, fortes ventos; ou melancolia diante de um cenário carregado, céu escuro, nuvens negras. A palavra tempestade também serve como metáfora para momentos difíceis que enfrentamos em nossa vida. Lutas na área financeira, enfermidades, conflitos nos relacionamentos, e outras situações. As tempestades não dependem da nossa vontade, trata-se de algo que não conseguimos controlar.



Este livro, “Cantando nas tempestades”, nos sugere uma atitude voluntária diante de algo alheio à nossa vontade, que, na maioria das vezes, não podemos mudar. A leveza de uma canção no meio de um cenário pesado proporciona equilíbrio em nossa caminhada. Mas como é possível cantar em meio às tempestades? A decisão é nossa, a capacitação vem do Espírito Santo, que nos auxilia em nossas fraquezas, ensina todas as coisas, e nos faz lembrar as promessas do Senhor, que nos sustentam durante os momentos difíceis.


As meditações escritas pelo Pr. Messias neste devocionário retratam várias situações da vida pelas quais passamos, e para cada uma, ele apresenta orientações bíblicas de como podemos enfrentar, de forma leve,os desafios que nos são propostos.



Que este livro edifique a sua fé, e que o Espírito Santo traga vida às palavras e coloque em seus lábios um novo cântico.

Dica de leitura:


Cantando nas tempestades - Devocionário
Autor: Pr. Messias Anacleto Rosa
Editora: Ministério Multiplicação da Palavra - MMP 

(1ª Igreja Presbiteriana Independente de Londrina) 

Informações: mmp@ipilon.org.br